sábado, 9 de julho de 2011

Cruz de Ferro 2ª Classe e Cruz de Hindenburg com Espadas. 1ª Guerra

Eisernes Kreuz 2. Klasse 1914 und Eurenkreuz des Weltkrieg mit Schwerten

A Cruz de Ferro foi inicialmente concedida em 10 de março de 1813 em Breslau durante as guerras de libertação contra Napoleão. Em 19 de julho de 1870 o rei Guilherme I autorizou novas concessões durante a guerra franco-prussiana. Os agraciados de 1870 que ainda estavam em serviço em 1895 foram autorizados a adquirirem um clasp de 25 anos em reconhecimento aos serviços prestados. Em 5 de Agosto de 1914, no início da Primeira Guerra Mundial, a cruz foi reinstituída pelo imperador Guilherme II.

A Cruzes de 1813 (Guerras Napolionicas), 1870 (Guerra Franco-Prusiana)  e 1914 (Primeira Guerra Mundial)  eram divididas em três graus:
  • Cruz de Ferro de segunda classe; (Eisernes Kreuz 2. Klasse)
  • Cruz de Ferro de primeira classe; (Eisernes Kreuz 1. Klass)
  • Grã-Cruz de Ferro (Großkreuz des Eisernen Kreuzes) classe excepcional colocada ao redor do pescoço foi consendida apenas cinco vezes (o Imperador Guilherme II, o Príncipe Leopold da Baviera, Hindenburg, Ludendorff, e Mackensen).
Embora as medalhas fossem idênticas em todas essas classes, a maneira de usá-las era diferente. A cruz de primeira classe era presa diretamente do lado esquerdo do uniforme, enquanto que a cruz de segunda classe e a grã-cruz era suspensas por fitas diferentes.
A grã-cruz foi concedida, sobretudo, para os generais do exército alemão. Uma outra premiação de nível superior, a Estrela da Grã-Cruz da Cruz de Ferro, foi concedida apenas duas vezes: aos marechais-de-campo Gebhard von Blücher em 1813 e Paul von Hindenburg em 1918. Uma terceira entrega foi planejada para o general alemão que mais se destacasse durante a Segunda Guerra Mundial, fato que não se concretizou em razão da derrota alemã em 1945.

A Cruz de Ferro de primeira classe e a de segunda classe foram concedidas independente da patente do receptor. Era necessário receber a cruz de segunda classe para posteriormente receber a de primeira classe, embora em alguns casos tivessem sido concedidas simultaneamente. Esta maneira igualitária de distribuição contrastava com a maioria dos estados alemães, onde as premiações militares eram realizadas com base na patente do receptor.
Na Baviera, por exemplo, os oficiais eram premiados com várias classes das ordens de mérito militar (Militär-Verdienstorden) daquele reino, enquanto que os soldados receberiam diferentes classes da cruz de mérito militar (Militär-Verdienstkreuz). A Prússia possuía outras ordens e medalhas, entretanto, eram distribuídas baseada na patente do receptor e mesmo a cruz de ferro não fazendo essa distinção era muito mais provável que ela fosse concedida a oficiais em vez de militares de baixa patente.


De acordo com G. Klietmann em 09 de novembro de 1918, mais de 5 milhões de EK 2. foram concedidos para combatentes e vai continuar depois da guerra (mais de 195 mil, entre 1919 e 1925). Em comparação, entre 1914 e 1925, apenas pouco mais de 210 000 de EK 1 a foram atribuídas. No entanto, de acordo com Klietmann a EK 2. com fita para não-combatente fora distribuidas cerca de  apenas 13 mil prêmios.
Os números exatos são desconhecidos, visto que os arquivos da Prússia foram destruídos durante a Segunda Guerra Mundial. Essa distribuição maciça reduziu o status e a reputação da premiação.

O Barrete

O barrete foi montado após 1935, sendo uma montagem prussiana. O condecorado serviu com bravura na Guerra, sendo condecorado com a Eisernes Kreuz 2. Klasse por bravura.

Barrete típico de veterano da 1ª Guerra.




Tenente  R Erich Tenner do IR Nr. 32  com sua EK1.

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