sexta-feira, 20 de setembro de 2013

O Flagelo da Guerra

Repetidos afundamentos de navios mercantes brasileiros, entre outros o Paraná (abril de 1917), o Tijuca ( maio de 1917), o Lapa (também em maio), o Macau (outubro de 1917), levaram o país, em outubro de 1917, a declarar guerra ao império alemão e a seus aliados - o império Austro-Húngaro, o Império Otomano e a Bulgária. O Brasil veio a se juntar aos Aliados.

A frota brasileira, conhecida como DNOG - Divisão Naval em Operações de Guerra - foi formada com 2 cruzadores, 4 contratorpedeiros, 1 rebocador e 1 navio-tênder, para apoio e abastecimento. A missão teve inicio em maio de 1918 saindo a esquadra do porto do Rio de Janeiro e deixando o território brasileiro em 1 de agosto, de Fernando de Noronha em direção a Freetown, em Serra Leoa, na África. Em 25 de agosto, quando rumava para Dakar, na África, escaparam por pouco de um ataque de submarino. Com a missão de patrulhar submarinos germânicos, a esquadra brasileira foi devastada por outro inimigo, quando em 6 de setembro, em Dakar, a gripe espanhola irrompeu com toda a sua virulência, derrubando a tripulação. Deixando Dakar no fim de outubro em direção a Gibraltar com apenas um cruzador e 3 contratorpedeiros, a frota brasileira já estava "semi destruída" e com vários mortos sem levar um único tiro.


Em 10 de novembro de 1918, o restante da esquadra chegou a Gibraltar, no dia seguinte, em 11 de novembro de 1918, foi assinado o armistício que pôs fim a guerra.

Fonte: "Pior do que a Guerra", do historiador Francisco Eduardo Alves de Almeida em Revista Histórica da Biblioteca Nacional, número 37, outubro 2008, pags. 30-31.

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