sábado, 1 de agosto de 2015

Cicatrizes da Primeira Guerra Mundial

CICATRIZES DA PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL

* POR EUDES BEZERRA

Após 100 anos do início do gigantesco conflito armado que remodelou o século XX — o Século da Violência — e que ficou conhecido como a Primeira Guerra Mundial, muitas das marcas feitas através do aço e fogo ainda permanecem abertas como verdadeiras cicatrizes e sobreavisos.

As fotografias abaixo fazem parte de um grande ensaio fotográfico realizado pelo irlandês Michael St. Maur Sheil. Você pode conferir mais fotografias como as que seguem abaixo no site (em inglês) do próprio fotógrafo: Western Front Photography.

Local da Batalha do Rio Somme, França. Notam-se crateras e parte do sistema de trincheiras utilizado durante o período de desgaste. Disputada entre os dias de 24 de junho e 18 de novembro de 1916, o Rio Somme foi tingindo de vermelho-sangue na sangrenta luta de trincheira que deixou mais de 1 milhão e 100 mil mortos. Somente no primeiro dia da ofensiva com infantaria, em 1º de julho, os britânicos contaram mais de 57 mil cadáveres. Fotografia: Michael St. Maur Sheil.
Local da Batalha do Rio Somme, França. Notam-se crateras e parte do sistema de trincheiras utilizado durante o período de desgaste. Disputada entre os dias de 24 de junho e 18 de novembro de 1916, o Rio Somme foi tingindo de vermelho-sangue na sangrenta luta de trincheira que deixou mais de 1 milhão e 100 mil mortos. Somente no primeiro dia da ofensiva com infantaria, em 1º de julho, os britânicos contaram mais de 57 mil cadáveres. Fotografia: Michael St. Maur Sheil.
Local da Batalha de Messines, Bélgica. O campo que era um elevado de 76 m de altura conhecido como a Crista de Messines veio abaixo em 7 de junho de 1917, quando 21 túneis recheados de minas britânicas foram detonados causando a morte de milhares de alemães em poucos segundos. A detonação fora tão violenta que foi ouvida do outro lado do Canal da Mancha, em Londres, a 210 km de distância. Foi a mais brilhante e bem-sucedida operação de sapa da guerra – os túneis foram cavados sob as posições germânicas durante longos 12 meses e têm sua relevância questionada. Fotografia: Michael St. Maur Sheil.
Local da Batalha de Messines, Bélgica. O campo que era um elevado de 76 m de altura conhecido como a Crista de Messines veio abaixo em 7 de junho de 1917, quando 21 túneis recheados de minas britânicas foram detonados causando a morte de milhares de alemães em poucos segundos. A detonação fora tão violenta que foi ouvida do outro lado do Canal da Mancha, em Londres, a 210 km de distância. Foi a mais brilhante e bem-sucedida operação de sapa da guerra – os túneis foram cavados sob as posições germânicas durante longos 12 meses e têm sua relevância questionada. Fotografia: Michael St. Maur Sheil.
Caminho das Damas, França. Soldados alemães buscaram refúgio em uma antiga pedreira que acabou sendo rebatizada como “Caverna do Dragão”. Fotografia: Michael St. Maur Sheil.
Caminho das Damas, França. Soldados alemães buscaram refúgio em uma antiga pedreira que acabou sendo rebatizada como “Caverna do Dragão”. Fotografia: Michael St. Maur Sheil.
Local da Batalha de Verdun, França. Solo retorcido, acidentado e mais uma vez remexido pelas solapas de aço e fogo franco-germânicas. No decorrer de 21 de fevereiro a 18 de dezembro de 1916, em Verdun, próximo à capital francesa, travou-se a maior batalha individual da guerra, onde franceses e alemães se mostraram determinados. Por vezes os franceses estiveram próximos de uma desastrosa derrota, mas resistiram. Terminou de forma inconclusiva. Fotografia: Michael St. Maur Sheil.
Local da Batalha de Verdun, França. Solo retorcido, acidentado e mais uma vez remexido pelas solapas de aço e fogo franco-germânicas. No decorrer de 21 de fevereiro a 18 de dezembro de 1916, em Verdun, próximo à capital francesa, travou-se a maior batalha individual da guerra, onde franceses e alemães se mostraram determinados. Por vezes os franceses estiveram próximos de uma desastrosa derrota, mas resistiram. Terminou de forma inconclusiva. Fotografia: Michael St. Maur Sheil.
Cratera de Lochnagar, Somme, França. Bem preservada, percebe-se o gigantesco poder de destruição causado por uma das minas terrestres empregadas durante a Grande Guerra. A explosão ocorreu no dia 1º de julho de 1916, quando os soldados britânicos investiram contra os alemães. As perdas fatais britânicas, somente neste dia, foram superiores a 57 mil. Fotografia: Michael St. Maur Sheil.
Cratera de Lochnagar, Somme, França. Bem preservada, percebe-se o gigantesco poder de destruição causado por uma das minas terrestres empregadas durante a Grande Guerra. A explosão ocorreu no dia 1º de julho de 1916, quando os soldados britânicos investiram contra os alemães. As perdas fatais britânicas, somente neste dia, foram superiores a 57 mil. Fotografia: Michael St. Maur Sheil.
Butte de Vaquois, França. A guerra fez a vila e, de modo incrível, parte do morro sumirem. O solo da localidade é caracterizado por gigantescas crateras que parecem insistir em se manter inalteradas, mesmo com quase 100 anos de abertas. Fotografia: Michael St. Maur Sheil.
Butte de Vaquois, França. A guerra fez a vila e, de modo incrível, parte do morro sumirem. O solo da localidade é caracterizado por gigantescas crateras que parecem insistir em se manter inalteradas, mesmo com quase 100 anos de abertas. Fotografia: Michael St. Maur Sheil.
Floresta de Belleau, França. Onde antes se impunha uma gigantesca floresta, hoje restam campos de colheitas. Belleau foi um dos primeiros locais a receber tropas norte-americanas na guerra. Fotografia: Michael St. Maur Sheil.
Floresta de Belleau, França. Onde antes se impunha uma gigantesca floresta, hoje restam campos de colheitas. Belleau foi um dos primeiros locais a receber tropas norte-americanas na guerra. Fotografia: Michael St. Maur Sheil.
Local das quatro Batalhas do rio Isonzo, rio que corta diversos países atualmente. O Isonzo, entre 23 de junho e 3 de dezembro de 1915, diluiu e petrificou sangue derramado por uma das mais selvagens série de batalhas da Primeira Guerra Mundial, onde, no frio extremo, aproximadamente 400 mil soldados austro-húngaros e italianos foram mortos. Fotografia: Michael St. Maur Sheil.
Local das quatro Batalhas do rio Isonzo, rio que corta diversos países atualmente. O Isonzo, entre 23 de junho e 3 de dezembro de 1915, diluiu e petrificou sangue derramado por uma das mais selvagens série de batalhas da Primeira Guerra Mundial, onde, no frio extremo, aproximadamente 400 mil soldados austro-húngaros e italianos foram mortos. Fotografia: Michael St. Maur Sheil.
Ruínas de Seed el Bahr Kale, Turquia. A região foi palco do maior fiasco britânico na guerra: a Batalha de Galípoli, que teve contagem de 25 de abril de 1915 a 29 de abril de 1916. Os britânicos subestimaram a determinação turca, que também contavam competentes comandantes alemães. O plano de invasão de Galípoli foi incentivado pessoalmente por Winston Churchill, o primeiro-ministro que mais tarde venceria Hitler na Segunda Guerra Mundial. Fotografia: Michael St. Maur Sheil.
Ruínas de Seed el Bahr Kale, Turquia. A região foi palco do maior fiasco britânico na guerra: a Batalha de Galípoli, que teve contagem de 25 de abril de 1915 a 29 de abril de 1916. Os britânicos subestimaram a determinação turca, que também contavam competentes comandantes alemães. O plano de invasão de Galípoli foi incentivado pessoalmente por Winston Churchill, o primeiro-ministro que mais tarde venceria Hitler na Segunda Guerra Mundial. Fotografia: Michael St. Maur Sheil.
Lagos Masurianos, diversas nações. Local onde os alemães desferiram ofensiva contra os russos sob a temperatura de 40º negativos, que acabou com a destruição do 10º exército russo e que registrou o primeiro uso de gases venenosos, ainda que a baixa temperatura – para sorte dos russos – tenha praticamente anulado o efeito. Fotografia: Michael St. Maur Sheil.
Lagos Masurianos, diversas nações. Local onde os alemães desferiram ofensiva contra os russos sob a temperatura de 40º negativos, que acabou com a destruição do 10º exército russo e que registrou o primeiro uso de gases venenosos, ainda que a baixa temperatura – para sorte dos russos – tenha praticamente anulado o efeito. Fotografia: Michael St. Maur Sheil.

REFERÊNCIAS:
CAWTHORNE, NIGEL. AS MAIORES BATALHAS DA HISTÓRIA: ESTRATÉGIAS E TÁTICAS DE GUERRA QUE DEFINIRAM A HISTÓRIA DE PAÍSES E POVOS. TRAD. GLAUCO DAMA. SÃO PAULO: M. BOOKS, 2010.
WILLMOTT, H.P. PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL. TRAD. CECÍLIA BARTALOTTI, MYRIAM CAMPELLO, RENATO AGUIAR. RIO DE JANEIRO: NOVA FRONTEIRA, 2008.
SHEIL, MICHAEL ST. MAUR. WESTERN FRONT PHOTOGRAPHY. ACESSO EM 24 DE JUNHO DE 2014.
UOL. CICATRIZES DA GUERRA: PAISAGENS DA EUROPA QUE NÃO SE RECUPERARAM DA PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL. ACESSO EM 4 JUN. 2014.

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